2017 março

Disturbo, ergo sum.

Posted by | Sem categoria | No Comments

Um cuidado é com o volume de qualquer ruído, não apenas com o das gargalhadas.
Geralmente, quanto menos polida for a pessoa, mais ruído fará. O fato é que barulho costuma só ser agradável a quem o produz, mas raramente para quem apenas o escuta. É um fenômeno interessante. Aquele que grita, solta rojão ou produz algum outro tipo de ruído alto, experimenta uma forma de prazer primal, como se, pela intensidade do ruído produzido, percebesse que existe (disturbo, ergo sum), pois interfere na harmonia do Cosmos.
Quanto mais sensível e refinada for, menos ruído a pessoa produzirá ao se movimentar pelo Universo. Falará mais baixo, rirá mais baixo, produzirá menos ruído ao comer ou beber, e ao divertir-se. Os demais não perceberão tanto a sua proximidade, logo, não a considerarão um invasor do seu território e lhe votarão menos animosidade. Isso se chama low profile, que é considerado uma estratégia de sobrevivência e de conquista do sucesso no século XXI.

Fonte: Blog do DeRose

Professores, mestres e gurus

Posted by | Sem categoria | No Comments

Em 25 anos de viagens à Índia, estudei com vários Preceptores hindus como o Dr. Yôgêndra (em Mumbai), Dr. Gharote (em Lonavala), Swámis Krishnánanda, Nádabrahmánanda, Turyánanda (em Rishi- kêsh), Muktánanda (em Ganêshpurí) e outros, considerados os últimos grandes mestres daquele país. Krishnánanda, por exemplo, orientou- me por mais de vinte anos. Foi um excelente Mestre. Soube não deixar que a sua linhagem Vêdánta-Brahmacharya interferisse com a a minha. Chegou a me conseguir um professor de Sámkhya que me dava aulas dessa filosofia dentro do Sivánanda Ashram.
Mas a nenhum deles posso reconhecer como o Meu Mestre. Isso confundiu um pouco os cri-críticos de plantão e induziu-os ao erro de supor que eu fosse um autodidata, o que não é fato. Embora alguns professores tenham sempre declarado com indisfarçável orgulho que eram autodidatas, esse não é o meu caso. Considero que nesta área, o autodidatismo não é nada louvável. É apenas uma questão de ego. Como dizia Mário Quintana, “autodidata é um ignorante por conta própria”.
No entanto, antes de ter estudado com aqueles renomados mentores, quando bem jovem, andei à procura de alguém para ser meu Mestre físico, de carne-e-osso. Ninguém aceitou, uns por honestidade ao avaliar sua própria limitação, outros disfarçando isso com falsa modéstia. O fato é que professor algum julgou-se apto a levar-me adiante do ponto onde eu já estava.
Muito antes de descobrir o verdadeiro Preceptor gastei muita sola e muito latim (e sânscrito!) na procura. Finalmente desisti de encontrá-lo entre meus conterrâneos e comecei a buscá-lo nos indianos que vinham dar conferências no nosso país. Mas decepcionava-me seguidamente, pois eles não pareciam ter mais conhecimento do que os compatriotas. Em suas palestras não acrescentavam nada e por vezes deixavam muito a dever aos nossos. Só iludiam mais a opinião pública por apresentarem-se com trajes exóticos e dirigirem-se ao público em inglês. Até que, certo dia, um deles pareceu possuir realmente algum grau mais avançado e pôs termo a essa fatigante peregrinação. Foi o Swámi Bhaskaránanda, que esteve no Brasil em 1962. Aos dezoito anos de idade, tive a oportunidade de estar com ele e expor minha expectativa. Ele esclareceu:
– Seu Mestre ainda não sou eu, nem é nenhum dos da sua terra. Ele é maior do que todos nós juntos e tem muito mais a lhe transmitir do que o mero conhecimento intelectual. Não se preocupe em achá-lo. Ele é que vai achar você, mas só no momento certo, quando estiver mais amadurecido e puder entender.
A partir daí, fiquei tranquilo e parei de buscar. Ao invés disso, passei a investir todo o meu tempo no aprimoramento necessário para me colocar à altura de um tão grandioso Preceptor. Forçosamente tive que ler pencas de livros, fazer muitos cursos e conhecer inúmeros mentores. Nesse crisol alquímico, vinham coisas boas, coisas ruins e muitas fraudes.

Fonte: Blog do DeRose

O Método DeRose como instrumento de transformação do mundo

Posted by | Sem categoria | No Comments

As técnicas aprimoram o indivíduo, porém os conceitos permitem mudar o mundo, criando ondas de choque com as quais o praticante do DeRose Method influencia, mediante o exemplo de bons hábitos, primeiramente, o círculo familiar; depois, o círculo de amigos e colegas de trabalho, de faculdade, de esporte; por último, o círculo das pessoas com as quais nós cruzamos na nossa vida, inclusive os clientes, os fornecedores e os desconhecidos.

É que as técnicas só beneficiam quem decidiu praticar formalmente o Método, senta e faz os exercícios. Mas esse praticante, quando incorpora os conceitos, contagia os familiares e os amigos que acabam praticando a Nossa Cultura. É o marido ou esposa; é o filho, ou o pai, ou o irmão o qual supõe que “ainda” não aderiu ao DeRose Method porque não colocou um rótulo. No entanto, já absorveu o lifestyle, o modus vivendi, adotou hábitos, atitudes, comportamentos saudáveis que são o cerne do nosso Método.

Fonte: Blog do DeRose

Casamento sartreano

Posted by | Sem categoria | No Comments

Ficou célebre o casamento que o filósofo Sartre mantinha com sua esposa Simone de Bauvoir, mulher notável, escritora de uma inteligência raríssima. Para a época, década de 1950, foi um escândalo. Só não teve consequências nefastas porque não apenas viviam em Paris, como também ambos eram intelectuais – casta à qual concedem-se exceções.
Embora casados e fiéis, moravam separadamente, cada qual na sua casa. Fiéis eles eram, mas usufruíam da óbvia liberdade que o fato de viver em sua própria casa proporciona. Portanto, fiéis de acordo com o conceito de fidelidade que exponho aqui. Foi um casamento bem sucedido e que serviu de inspiração para muita gente.
Muita gente chegou à conclusão de que se as pessoas encasquetas-sem que queriam casar-se, deveriam, pelo menos, morar separadamente, cada um dono do seu próprio nariz, da sua geladeira, da sua televisão, do seu banheiro e da sua cozinha. Um dia, ela dorme na casa dele. Outro dia, ele dorme na casa dela. Num terceiro dia, se acharem por bem, dorme cada qual sozinho, ou com quem quiser. Se ocorrer um estresse emocional, há sempre a possibilidade de cada um ir para seu próprio lar.
Já imaginou estar no meio de uma briga de casal, aquele drama que não termina, e você não poder dizer: “Querido, vá para a sua casa. Agora eu quero ficar sozinha” ou vice-versa, porque a casa é dos dois e ambos têm o mesmo direito de estar ali? É por isso que mais casais do que você supõe partem para a agressão física como forma de extravasar o instinto territorial, sem o quê tal energia poderia resultar ainda mais perigosa.
O casal novo anseia por poder morar na mesma casa. Logo em seguida, começa a perceber que não foi uma boa ideia.
Se a decisão de morar cada um na sua casa não foi tomada antes, agora que já moram juntos, separar pode ter uma conotação de rompimento. Não obstante, com carinho e compreensão talvez consigam esse afastamento físico sem caracterizar uma ruptura.

Fonte: Blog do DeRose

Agende uma consultoria e encontre sua alta performance. agendar